NegociacaoColectivaIPO Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, SA apresentou às estruturas sindicais representativas dos trabalhadores da Empresa, a sua proposta de aumentos salariais para 2026, traduzidos no seguinte:

  • Aumento da remuneração base mensal de 56,58€, para os trabalhadores que auferem uma remuneração até 2.631,62€;
  • Aumento de 2,15%, na remuneração base mensal, para os trabalhadores que auferem mais de 2.631,62€.

Estes valores mais uma vez, ficam muito aquém do aumento dos preços que se verifica, nomeadamente, nos bens alimentares, na habitação, nos combustíveis, na electricidade e na água.

Ou seja, o Governo, na senda dos anteriores e, o Conselho de Administração, prosseguem a política de desvalorização dos salários e acentuam a incapacidade de fixar os actuais trabalhadores e de recrutar novos efectivos para a IP, SA.

O Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, SA, tal como nos anos anteriores mais recentes, condiciona à partida a negociação e subverte a contratação colectiva, dizendo que está impedido de gastar mais do que 4,5 milhões de euros anuais, nos salários dos trabalhadores, porque no aumento de 4,6% na massa salarial, já estão incluídas as promoções e progressões, em que diz ir gastar 3 milhões de euros.

Mais uma vez, querem impor aumentos salariais, fingindo que negoceiam, tentando remeter para as estruturas sindicais o papel de distribuidores do “boloˮ cujo tamanho previamente foi definido pelo Governo e pelo Conselho de Administração da IP, SA.

A Comissão Negociadora Sindical/CGTP-IN, composta pela FECTRANS e pela FNSTFPS, não aceitam esta proposta de aumentos salariais porque ela não corresponde a uma valorização real dos salários e repudiam esta falsa negociação que, na verdade, corresponde a uma imposição da desvalorização dos rendimentos dos trabalhadores.

Esta CNS/CGTP-IN irá apresentar a sua contraproposta, logo que receba, por escrito, a proposta da IP, SA e irá defendê-la na próxima reunião, que se realiza no dia 11 de Março.

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