E, plenários promovidos pelo SINTTAV nos diversos locais de Castelo Branco entre 13 e 17 de Julho, os trabalhadores dos “Call Centers” aprovaram um caderno reivindicativo.
O documento, já enviado às empresas Knower, Randstad, Synchro e Intelcia, reúne as principais exigências dos cerca de mil profissionais que trabalham no sector na região, distribuídos sobretudo pelos serviços da MEO, Intelcia, SIBS e Segurança Social.
A maioria destes trabalhadores recebe apenas o Salário Mínimo Nacional, subsídios de refeição entre 4,27 € e 7,15 €, e enfrenta condições laborais marcadas pela precariedade, forte pressão para cumprimento de objectivos e ausência de regulamentação específica.
Entre as matérias que os trabalhadores querem ver negociadas destacam-se:
- Valorização do subsídio de refeição
- Atribuição de diuturnidades
- Criação de subsídio de línguas
- Melhoria do trabalho suplementar
- Dia de aniversário
- Apoio à saúde
- Organização da carga horária
- Estrutura de carreiras
- Regime de férias
- Tempos de pausa
O SINTTAV defende que a valorização do trabalho deve ser vista como um investimento estratégico na qualidade do serviço e na sustentabilidade das empresas, alertando que a manutenção de baixos salários e condições frágeis contribui para a rotatividade e o absentismo.
O sindicato solicitou às empresas a marcação de reuniões para discutir as propostas “num espírito de diálogo, seriedade e responsabilidade”. Caso não exista abertura para uma negociação efectiva, os trabalhadores ponderarão novas formas de luta.
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