O SNTSF/FECTRANS enviou um ofício à CP e à Infraestruturas de Portugal a denunciar o actual estado de degradação da Estação do Oriente, em Lisboa.
Nesse ofício alertou-se para as consequências que esta situação tem para os trabalhadores ferroviários e para os utentes do transporte público.
Considerada uma das principais estações ferroviárias do país, a Estação do Oriente apresenta sinais evidentes de abandono, nomeadamente falta de limpeza nos espaços públicos, maus odores persistentes, elevadores e escadas rolantes frequentemente avariados e dificuldades acrescidas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida.
A situação tem provocado impactos directos nas condições de trabalho dos ferroviários, que são confrontados diariamente com reclamações dos utentes, situações de tensão, insultos e ameaças, apesar de não terem qualquer responsabilidade pela falta de manutenção e investimento na infra-estrutura.
O SNTSF/FECTRANS sublinha que é inadmissível que, em pleno século XXI, passageiros em cadeira de rodas, idosos, pessoas com mobilidade reduzida, passageiros acompanhados por crianças ou com bagagem pesada continuem a enfrentar obstáculos para aceder aos comboios numa estação que deveria ser uma referência de acessibilidade, segurança e modernidade.
Para a organização sindical, esta realidade resulta de anos de desinvestimento, ausência de manutenção adequada e falta de resposta por parte das entidades responsáveis. O sindicato considera que os trabalhadores não podem continuar a suportar as consequências de opções de gestão que colocam em causa a qualidade do serviço público ferroviário e a dignidade de quem trabalha e utiliza a estação.
O SNTSF/FECTRANS exige, por isso, uma intervenção rápida e eficaz por parte da CP e da Infraestruturas de Portugal, de forma a garantir a limpeza, a manutenção, a acessibilidade e as condições de segurança necessárias na Estação do Oriente.
Caso não sejam adoptadas medidas concretas, a organização sindical admite avançar com formas de mobilização e luta, em defesa dos trabalhadores ferroviários, dos utentes e de um serviço público de transporte digno.


