A luta do dia 17 de Outubro, com manifestações no Porto, em Coimbra e em Lisboa, é o momento de lutar por uma vida digna e com futuro para os jovens trabalhadores.
É uma luta por mais salários, melhores pensões e serviços públicos e contra o aumento do custo de vida, que continua a penalizar particularmente a juventude.
Os números mostram a urgência da resposta: “Os 18 maiores grupos económicos lucraram, só em 2026, 32,4 milhões de euros por dia”, enquanto metade dos trabalhadores ganha menos de 1 000 euros brutos mensais. Entre os jovens até aos 25 anos, o salário médio líquido não ultrapassou os 899 euros.
A precariedade continua a marcar a vida de quem trabalha: 50% dos jovens até aos 25 anos têm vínculos precários e recebem, em média, menos 20% do que os trabalhadores com contrato efectivo. A curta duração dos contratos impede milhares de jovens de aceder ao subsídio de desemprego ou ao crédito à habitação.
O custo de vida agrava ainda mais a situação: a inflação atingiu sobretudo os alimentos, a energia, os combustíveis e as rendas, com aumentos mais elevados nos produtos essenciais.
Os problemas existem não por falta de dinheiro, mas por opção. Mais de 80% da actividade das PME — pequenas e médias empresas — depende do mercado interno. Salários mais altos significam mais consumo, mais economia local e mais desenvolvimento.
O lugar da juventude trabalhadora é nas ruas, no dia 17 de Outubro, para exigir um país onde seja possível viver com dignidade, construir um futuro e ter direitos.
Leia manifesto da InterJovem AQUI


