Greve na SynchroOs trabalhadores da Synchro vão realizar uma greve no próximo dia 2 de Outubro, depois de mais de dois meses sem qualquer resposta ao caderno reivindicativo entregue em 16 de Julho de 2026.

A greve, promovida pelo SINTTAV, surge num contexto de crescente descontentamento, marcado pela estagnação do subsídio de refeição nos 4,27 euros desde 2017 e pela ausência de negociação por parte da empresa.

Na Synchro, que substituiu a Reditus no serviço de atendimento a milhares de beneficiários da Segurança Social, verifica-se uma degradação das condições de trabalho e a ausência de negociação.

Apesar de muitos trabalhadores terem mais de uma década de experiência e desempenharem funções altamente qualificadas, continuam a receber o salário mínimo e até as pausas e o acesso à casa de banho estão sujeitos ao controlo das chefias, uma situação que agrava o clima de pressão e de desrespeito.

Quem atende e apoia milhares de beneficiários da Segurança Social também precisa de condições de trabalho dignas. Com a saída da Reditus e a entrada da Synchro, a precariedade não só se manteve como, segundo os trabalhadores, se agravou.

No dia 2 de outubro, os trabalhadores da Synchro vão «fazer-se ouvir» e lembrar que «sem trabalhadores não há serviço».

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