Cartaz Greve GeralAinda sem dispor de todos os dados, com o que está disponível, podemos afirmar que, no sector dos transportes e comunicações foi uma grande greve geral.

É uma luta que vai continuar, agora que o governo anunciou a discussão da sua proposta de pacote laboral para o próximo dia 18 de Junho. Com a continuação da nossa mobilização e luta, é possível derrotar o pacote laboral!

Na esmagadora maioria das empresas dos sectores públicos e privados, registou-se uma elevada adesão dos trabalhadores à greve geral, num quadro de ampla unidade na acção com outras organizações que saudamos, pelo contributo que deram a esta importante luta.

Saudamos todos os dirigentes, delegados e activistas sindicais, pelo trabalho desenvolvido e empenho em toda a organização da greve geral, trabalho imprescindível para o êxito desta luta em todos os sectores.

Tivemos adesões quase totais no Metropolitano de Lisboa, na CP que com a excepção dos trabalhadores chamados à prestação de serviços mínimos, teve uma adesão quase total na parte operacional e entre os 80% e 90% nas oficinas. Na MEDWAY/MSC circularam apenas os comboios de serviços mínimos

Na Carris adesão de 85% no sector oficinal e nas estações em que, com a excepção dos serviços mínimos, tivemos adesões entre os 65% e os 100%.

Cerca de 85% dos trabalhadores da ViaPorto (empresa que opera o Metro do Porto) estiveram em greve e também no Porto a circulação de carreiras da STCP foi num número muito pequeno.

No sector rodoviário de passageiros houve empresas onde se registaram adesões superiores à greve geral de Dezembro passado. Neste sector destacamos a TST e a ALSA TODI com a paralisação da esmagadora maioria dos trabalhadores. Locais de trabalho de empresas na região de Lisboa (Caneças, Boa Viagem, Alenquer, etc) com adesões da maioria dos trabalhadores, situação que já não acontecia há imenso tempo.

Noutras empresas do sector rodoviário de passageiros – Transdev distrito de Viseu muito poucos trabalhadores a trabalharem, BusWay distrito de Coimbra (Coimbra 80%, Penacova 90%, Poiares 100%, Lousão 100%, Soure 90%, Mira 100%, Cantanhede 95%, Condeixa 90%, Figueira da Foz 65%, Arganil e Góis 65%.)

Outras paralisações – Transportes Urbanos da Covilhã 100%, Transdev Braga 90%, Urbanos Vila real 48%, SUCH Vila real 100%, Flaviamobil (Vila Pouca de Aguiar100%, Chaves 50%, Valpaços 60%, Murça 100%)

Também nas regiões autónomas a luta se fez sentir – Na empresa que opera nas ilhas do Pico e Flores, apenas 4 trabalhadores não aderiram à greve. na Terceira a greve teve menos impacto e em São Miguel foi na ordem dos 40%. Nos Horários do Funchal funcionaram os serviços mínimos

Nos portos, toda a actividade reduzida aos serviços mínimos, com muitos navios a serem deslocados para outros portos fora de Portugal.

TTSL adesão da maioria dos trabalhadores, pese embora, por pressão da administração, houvesse trabalhadores que não aderiram tendo permitido a circulação de algumas carreiras no turno da manhã e inicio do período da tarde.

Sector aéreo, elevada adesão, que provocou enormes constrangimentos na actividade aeroportuária, e de acordo com o SITAVA registou-se em Lisboa a supressão de quase 65% dos voos previstos.

Na Lismarketing dos 26 postos apenas abriram 7.