O INE – Instituto Nacional de Estatística informou que a inflação homóloga de Abril (comparação com o mesmo mês do ano anterior) voltou a subir, agravando ainda mais as condições de vida de quem trabalha.
De acordo com os valores divulgados, a inflação homóloga de Abril foi de 3,4%, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior — já superior ao aumento dos salários em diversas empresas do sector.
Mas o que tem maior impacto na vida dos trabalhadores são os aumentos dos produtos energéticos e alimentares de primeira necessidade, que segundo o INE, em Abril, comparando com o mesmo mês do ano passado, atingiram 11,7% e 7,5%, respectivamente — valores acima dos aumentos salariais verificados em 2026.
Com estes dados, e somando ainda os custos de habitação, fica evidente que os trabalhadores estão a perder poder de compra, enquanto bancos, grandes distribuidores e empresas de energia e combustíveis continuam a aumentar os lucros — e os trabalhadores são obrigados a “apertar o cinto”.
O caminho é reforçar a luta pela defesa dos trabalhadores, com uma forte participação na Greve Geral contra o pacote laboral, por melhores salários e pela defesa dos direitos.


