Todos na Greve GeralMilhares de trabalhadores e trabalhadoras afirmaram ontem, nas grandiosas manifestações do 1.º de Maio, que rejeitam o Pacote Laboral, exigem uma vida melhor e garantem que a luta vai continuar com a Greve Geral de 3 de Junho.

O 1.º de Maio não é um mero feriado. É um dia de afirmação das reivindicações dos trabalhadores — um dia que foi proibido de se comemorar antes do 25 de Abril de 1974 e que tem origem nas lutas operárias de Chicago, em 1886, quando os trabalhadores exigiram a jornada de 8 horas (8 horas de trabalho, 8 horas de descanso, 8 horas de lazer).

Passados 140 anos, temos um governo que pretende alargar a jornada de trabalho através de propostas como o banco de horas incluídas no Pacote Laboral. Isto demonstra, mais uma vez, que os direitos não são garantidos para sempre: é preciso lutar pela sua concretização e pela sua defesa.

Neste 1.º de Maio, sem ambiguidades, foi reafirmada a rejeição do Pacote Laboral e decidida a continuação da luta, com a Greve Geral de 3 de Junho.

Vamos continuar a lutar pela vida melhor a que temos direito. Desde já começa o trabalho de debate, esclarecimento e mobilização para que, novamente, haja uma grande participação dos trabalhadores dos transportes e comunicações na Greve Geral.

O Pacote Laboral ataca os direitos de todos os que trabalham e criam a riqueza no país.

A luta continua!