TempestadenaLinhaO SNTSF/FECTRANS enviou um ofício à MEDWAY, ao Ministério das Infraestruturas e Habitação e ao IMT, a solicitar esclarecimentos sobre as condições de segurança durante o recente episódio de condições meteorológicas extremas.

Perante avisos vermelhos, alertas das autoridades e um cenário de risco elevado e previsível, consideramos que deveriam ter sido adoptadas medidas extraordinárias de prevenção, nomeadamente o reforço de meios humanos em funções críticas e a suspensão do regime de Agente Único.

Esta situação vem reforçar uma posição que temos assumido de forma consistente: o regime de Agente Único representa uma redução de condições de segurança e tem sido promovido essencialmente por critérios economicistas, assentes na diminuição de custos operacionais à custa da retirada de redundância humana.

A ferrovia não envolve apenas o risco de acidente ou incidente externo. Existe também o risco de falha humana por sobrecarga, fadiga ou até doença súbita do maquinista, cenário em que a inexistência de um segundo agente pode transformar uma situação crítica num evento com consequências graves.

Os trabalhadores não recusam o risco inerente à actividade ferroviária. O que não pode ser aceite é a exposição a riscos agravados e previsíveis sem medidas de protecção proporcionais.

A segurança é um dever, não uma opção. A vida e a integridade dos trabalhadores têm de estar sempre em primeiro lugar.