A primeira reunião negocial do ACT da MEO e outras empresas do Grupo ALTICE Portugal iniciou-se no dia 15 de Janeiro.
A Administração da MEO apresentou uma contraproposta de actualização salarial e de subsídio de refeição para 2026, que os Sindicatos consideram claramente insuficiente e que contribui para que continue o empobrecimento dos trabalhadores da empresa.
Desde que a Altice chegou em Junho de 2015, nos últimos 10 anos, os trabalhadores perderam mais de 15% do seu poder de compra. A inflação acumulada foi de mais de 22% e a generalidade dos salários aumentaram 100 euros em 10 anos.
Proposta de aumentos de 1,8% para todos, mas com efeitos a partir de 1 de Julho.
A empresa propõe um aumento de apenas 1,8% nos salários base, valor que não compensa a perda de poder de compra acumulada nem acompanha o aumento do custo de vida sentido pelos trabalhadores e suas famílias. Este aumento, já de si reduzido, teria ainda efeitos apenas a 1 de Julho de 2026, significando que durante metade do ano os trabalhadores permaneceriam com o salário congelado, o que na prática corresponde a um aumento na remuneração anual de 1,3%.
A proposta inclui ainda uma actualização do subsídio de refeição de apenas 20 cêntimos por dia, com efeitos a 1 de Julho, valor que não cobre o aumento real dos preços das refeições e representa um acréscimo de até 4.40€ por mês.
Num contexto em que comer fora está cada vez mais caro, este acréscimo simbólico não garante a função mínima do subsídio de refeição, que é ajudar a suportar o custo de uma refeição digna em cada dia de trabalho.
Os Sindicatos defendem e entendem que os trabalhadores da MEO não podem continuar a empobrecer a trabalhar e que os aumentos salariais e dos subsídios têm de ser reais, justos e com efeitos a 1 de Janeiro de 2026, respeitando assim a todo o ano.
Os Sindicatos reafirmam a necessidade de melhorar substancialmente a proposta da empresa e apela à mobilização de todos os trabalhadores em torno das nossas reivindicações que foram apresentadas à CEO em Novembro de 2025.
Estes Sindicatos não embarcam em fantasias de aumentos em função de EBITDA-CAPEX. Com essa "fórmula milagrosa" que alguns dizem defender os aumentos salarias para 2026, pois essa diferença, nos últimos 4 trimestres, é bem menor que a diferença do período homólogo imediatamente anterior.
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