Greve Mundo NOSDe 7 a 31 de Janeiro, os trabalhadores que prestam serviço à NOS — directa ou indirectamente — estarão em luta. Esta greve é um grito colectivo contra anos de exploração, discriminação e promessas não cumpridas. É tempo de dizer basta.

Promessas são feitas à mesma velocidade com que são retiradas ou ignoradas. Esse tem sido o lema dos 11 anos de existência da NOS e dos seus parceiros.

O resultado está à vista, mês após mês, nos recibos dos milhares de trabalhadores que prestam serviço à NOS há anos — mas continuam a ser pagos pelo salário mínimo nacional, através de empresas de outsourcing.

São trabalhadores altamente qualificados e especializados, pelo tipo de trabalho que executam, pelos dados confidenciais que tratam diariamente, pela acumulação de funções em cima de funções. E, no entanto, continuam sem um Acordo Colectivo de Trabalho que os abranja — estejam ligados directa ou indirectamente à NOS - (Empresas - EGOR/SYNCHRO, GOHEADING, MANPOWER, RANDSTAD, RHMAIS, SECTOR INTERACTIVO, TEMPO TEAM)

A discriminação laboral entre quem tem vínculo directo e quem não tem revela bem os valores que a NOS defende.

Não será o ataque brutal às leis laborais que está em curso que vai mudar isso. Pelo contrário: só irá aprofundar o fosso de precariedade já existente, entregando-nos mais exploração e mais miséria.

Vivemos tempos difíceis — e tempos sombrios aproximam-se. Mais do que nunca, temos de nos organizar, unir, levar esta luta para os locais de trabalho, para as ruas, e mobilizar tudo e todos para que estes ataques não vejam a luz do dia.

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