A FECTRANS e os seus sindicatos participaram nas manifestações do Porto e de Lisboa, reafirmando a exigência de retirada imediata do pacote laboral.
Os trabalhadores já rejeitaram este pacote laboral, e a forte adesão à Greve Geral de 11 de Dezembro constituiu uma demonstração inequívoca dessa rejeição. Longe de se resignarem, continuam determinados em exigir a sua retirada e em prosseguir a luta.
Durante a manifestação, foi defendida a necessidade de um rumo político que valorize quem trabalha e coloque os trabalhadores no centro de uma estratégia de desenvolvimento, progresso e justiça social.
Um rumo que reforce os serviços públicos e as funções sociais do Estado; que defenda e consolide o Serviço Nacional de Saúde; que garanta uma Segurança Social pública, universal e solidária; que fortaleça a Escola Pública; e que assegure o direito à habitação.
Uma política que garanta uma vida digna a todos os que trabalham e trabalharam, respeitando e concretizando os direitos de Abril consagrados na Constituição.
É esta a exigência que se impõe.
A retirada do pacote laboral e a revogação das normas gravosas já existentes na legislação — que tanto prejudicam quem trabalha — são condições essenciais para avançar.
Na resolução aprovada, foi assumido o compromisso de intensificar a luta reivindicativa e a mobilização dos trabalhadores pela rejeição do pacote laboral — já derrotado na Greve Geral — e reforçado pela entrega ao primeiro‑ministro de mais de 190 mil assinaturas recolhidas nos locais de trabalho.
Uma luta por mais salários e direitos, contra o aumento do custo de vida e em defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado.
A manifestação reafirmou a determinação de recorrer a todas as formas de luta que a situação venha a exigir, com o objectivo de derrotar o pacote laboral, defender os direitos dos trabalhadores e melhorar as suas condições de trabalho e de vida.
Foi lançado um apelo a todos os trabalhadores para que se mantenham firmes neste combate, e a todas as estruturas sindicais e organizações de trabalhadores para que mantenham a unidade, o envolvimento e a convergência na luta pela retirada do pacote laboral.
A força imensa demonstrada por quem trabalha é um aviso claro para todos os que insistem em desvalorizar a voz dos trabalhadores.
Será essa força que continuará a dar expressão, confiança e determinação às lutas que venham a ser necessárias, com os olhos postos num futuro de progresso e justiça social.



