A FECTRANS, as Uniões de Sindicatos de Lisboa e Setúbal, as coordenadoras das Comissões de Trabalhadores de Lisboa e Setúbal e o Movimento de Utentes lançaram uma campanha em defesa de mais investimento e de melhores transportes na Área Metropolitana de Lisboa.
Estas organizações alertam para os riscos da entrega de serviços rentáveis ao sector privado e defendem uma rede de transportes públicos mais robusta, acessível e articulada.
Sob o lema «Transportes Públicos ao Serviço da População», a campanha denuncia as dificuldades enfrentadas diariamente por milhares de passageiros e aponta a sobrelotação, os atrasos, a insuficiência da oferta e a falta de ligações eficazes como alguns dos principais problemas da mobilidade na área metropolitana.
A retirada à CP de linhas suburbanas consideradas estruturantes e rentáveis enfraquece a empresa pública e compromete a articulação do serviço ferroviário em todo o país.
Há uma particular preocupação com a intenção governamental de concessionar a Linha de Cascais e opõem-se igualmente à entrega a operadores privados das linhas de Sintra/Azambuja e do Sado.
As concessões privadas não constituem uma solução para os problemas da mobilidade. A sobrelotação, a insuficiência de capacidade e as tarifas superiores às praticadas pela CP são exemplos dos riscos associados a este modelo, a FERTAGUS é um exemplo que não deve ser repetido.
A campanha aborda igualmente a situação do Metro de Lisboa e defende a manutenção de ligações directas entre Telheiras, Odivelas e o centro da cidade. A solução circular da Linha Amarela dificulta a mobilidade de milhares de passageiros e propõem uma alternativa em laço que evite transbordos adicionais.
Entre as principais reivindicações apresentadas estão o reforço do investimento na ferrovia, a aquisição e a manutenção de material circulante, a melhoria da oferta de transportes públicos, o aumento das frequências, a redução do preço dos passes e a valorização dos trabalhadores do sector, através da contratação de mais profissionais e da melhoria das carreiras e dos salários.
Defendem-se ainda uma aposta estratégica no transporte público como instrumento de coesão social, de sustentabilidade ambiental e de melhoria da qualidade de vida das populações. Reafirmam que a mobilidade deve ser encarada como um direito e não como uma oportunidade de negócio.
Comunicado completo AQUI


