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Greve4Junho2018As primeiras horas da greve no sector ferroviário foram marcadas por uma forte adesão dos trabalhadores, que teve como consequência o começo da supressão de comboios de longo curso durante a tarde e a partir das 22 horas, por todo o País a regra geral passou a ser o da supressão das circulações previstas, quer de passageiros, quer de mercadorias.

Apesar das medidas anti-greve tentadas na CP, o que se verificou foi uma forte adesão dos trabalhadores à greve, não surtindo efeito a tentativa de colocar trabalhadores doutras categorias profissionais, em particular maquinistas, substituir outros em greve, pelo que saudamos todos aqueles que nestas primeiras horas aderiram à greve e resistiram às pressões para assumirem situações de violação da Lei.

Esta adesão á greve derrota os argumentos do Secretário de Estado transmitidos hoje na comunicação social, nomeadamente:

Se não é para alterar nada, então porque publicaram um Novo Regulamento de Segurança a partir do passado dia 1 de Maio?

Se a regra geral é para manter os dois trabalhadores por comboio, porque no decorrer dos trabalhos houve resistência a que isso ficasse claro e sem ambiguidades nos documentos que, entretanto, entraram em vigor?

Porque nada fizeram para corrigir as situações de um operador privado que, a pretexto das excepções que já eram previstas na RGS anterior, fez delas a regra geral, operando hoje no regime de agente único, em troços que, conforme já demonstrámos, não reúnem os requisitos que permitam essas excepções?

Que meios vai o governo adoptar para haver uma entidade com poderes e meios para fiscalizar?

Onde está a análise de risco, que garanta que comboios a circularem com um trabalhador é tão seguro como circularem com dois?

Porque nos troços aprovados para circulação em “agente único” estão linhas onde frequentemente se têm registado descarrilamentos?

Estamos perante um problema que tem a ver com a segurança de pessoas – utentes e trabalhadores -, mercadorias e populações que são atravessadas por circulações ferroviárias.

A questão da possibilidade de circulação de comboios em “agente único” está ligada aos planos de liberalização do transporte ferroviário, prevista para 2020 e, assim, possibilita a entrada de novos operadores com condições mais vantajosas e, perante a opção entre os interesses económicos dos operadores e a segurança de pessoas e bens, o governo está a dar sinais que opta pelos operadores.

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