Correios e Telecomunicações
A valorização dos salários éum imperativo nacional, que só será conseguido com uma forte intervenção sindical em defesa das reivindicações e interesses dos trabalhadores e, nesse sentido, o SNTCT apresentou propostas negociais, para aumentos dos salários dos trabalhadores da VODAFONE, NOS, RANDSTAD e FUJITSU.
A dúvida ocorre após confronto entre a actual situação laboral existente na MEO e o conteúdo da entrevista prestada pelo CEO da MEO, no dia 12.12.2016, no programa “Tudo é Economia”, da RTP3, tendo como interlocutor o jornalista André Macedo, (referenciado no Clipping “éPT” de 13.12.2016), e também de outra entrevista publicada no Jornal “Público”, no dia 16.12.2016, da responsabilidade dos jornalistas Ana Brito e Luís Villalobos.
Como é do conhecimento de todos, o SNTCT não assinou a revisão salarial de 2016 por considerar que os aumentos salariais eram irrisórios e injustos tendo em conta os milhões de euros de lucro, grande parte dos quais foi distribuída pelos accionistas, administradores e directores. Na altura interpusemos uma providência cautelar sobre os aumentos salariais. A Juíza decidiu indeferir a providência cautelar O SNTCT recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa em Maio de 2016.
Tal como o SNTCT informou e denunciou, os CTT querem despedir/rescindir com cerca de 75 trabalhadores. Esses trabalhadores foram chamados pelos CTT para entrevistas com o intuito que aceitassem o despedimento/rescisão, mas intensões da administração foram claramente frustradas porque a esmagadora maioria dos trabalhadores não aceitou.
CTT – CORREIOS DE PORTUGAL, S.A. depois de baixarem propositadamente a qualidade do serviço prestado, de reduzirem a Rede Pública Postal a níveis incomportáveis, de desrespeitarem os cidadãos, de montarem um Banco sobre uma estrutura já com problemas, agora… QUEREM DESPEDIR ENCAPOTADAMENTE 75 TRABALHADORES
O SNTCT teve conhecimento que os CTT estavam a enviar cartas a vários trabalhadores para comparecerem numa reunião para tratar de assunto relacionado com a sua situação profissional. De imediato enviámos um mail à CE/CTT a pedir explicações. Também de imediato fomos contactados pela CE/CTT e, informalmente, deram uma primeira explicação. Mais tarde enviaram uma resposta formal: “foi dado início a um processo de optimização de recursos humanos afectos aos Serviços Centrais … foi identificado um conjunto de trabalhadores beneficiários da Segurança social, que a empresa considerou reunirem determinadas condições cuja cessação do seu vínculo contratual não implicará substituição”.
Emprego implica trabalho, mas trabalho com direitos, passagem dos contratos a termo e temporários a contratos efectivos. Tem que haver salários dignos para todos os trabalhadores que já não têm aumento real dos salários desde 2008.
Amanhã e depois, prosseguimos as denúncias das situações de precariedade laboral, numa acção dinamizada pelo SNTCT, em frente aos “Call-Centers” da MEO e da NOS, entre as 08h00 e as 12h00, no combate às situações onde os trabalhadores são precisos todos os dias, mas onde o seu vínculo laboral é precário.
A situação nos locais de trabalho do atendimento e distribuição é demasiado preocupante para que a CE/CTT faça de conta que nada se passa. Os trabalhadores já não aguentam esta situação e aumentam as situações de doença provocadas pelo stress, pelos elevados ritmos de trabalho e pelas cargas de trabalho.
Estamos juntos com as ERT do Grupo PT a diligenciar pela melhor defesa dos beneficiários da PT ACS. Pela análise dos estatutos da PT ACS conclui-se que é possível que os Planos de Saúde sejam transferidos para a Multicare por gestão indireta. Não nos agrada e algumas questões já divulgadas, preocupam-nos! Sabemos que este negócio milionário foi contratualizado entre a PT ACS e a Multicare por cinco anos e meio. Informaram-nos que não ocorrerá perda de direitos e benefícios para os beneficiários. Na reunião do dia 11 de Julho, entre as ERT, a PT ACS e o CCO, João Zúquete fomos informados que:
As alterações que foram efectuadas nos serviços que os CTT prestam, não tiveram em conta a realidade dos recursos humanos necessários. O que os CTT fizeram foi “primeiro implementa-se e depois logo se vê”, sem querer saber que as consequências negativas que essas alteraçõesteriam para os trabalhadores e para a qualidade do serviço.



