Correios e Telecomunicações
Mais de 5.000 trabalhadores do conjunto daqueles que, com o seu trabalho e saber, desenvolveram a Portugal Telecom como uma grande empresa pública, manifestaram-se em Lisboa, contra as práticas anti-laborais da ALTICE e contra os seus planos de destruir os postos de trabalho e a MEO/PT, que contou com a presença de uma delegação da FECTRANS e da CGTP-IN, que integrava o secretário geral da central sindical.
Ontem a FECTRANS e CGTP-IN, esteve com os trabalhadores da MEO/PT no porto, onde a delegação que integrava o secretário-geral da central sindical, Arménio Carlos, ouviu as preocupações dos trabalhadores alvos do despedimento, agora chamado transmissão de estabelecimento, mas ao mesmo tempo, da disponibilidade destes para a luta de amanhã, na forma de greve e de concentração nacional em Lisboa.
Inserida na dinamização e na luta do próximo dia 21, uma delegação da FECTRANS/CGTP-IN, que integra Arménio Carlos, secretário geral da central sindical, desloca-se no próximo dia 19 ao Porto para contactar trabalhadores da MEO/PT abrangidos neste processo de despedimento, denominado transmissão de estabelecimento e, também participarão na concentração/manifestação da próxima sexta-feira em Lisboa.
No quadro das iniciativas de preparação e dinamização da greve marcada para dia 21, estão a realizar-se plenários e concentrações em diversos pontos do País, tendo sido hoje (dia12) em Lisboa, com concentração em frente às Picoas, que contou com a presença e solidariedade da CGTP-IN/FECTRANS.
A FECTRANS e a CGTP-IN, através dos seus sindicatos representativos dos trabalhadores da PT, saúda a luta que actualmente se trava contra o desmembramento desta empresa e consequente destruição de postos de trabalho, na forma das chamadas transmissões de estabelecimento. Foi enviada a seguinte mensagem:
Qualquer discurso genérico sobre supostas preocupações sociais, por exemplo como aquele em que nos consideraram “uma família” é facilmente desmentido pela prática do dia a dia de uma gestão com laivos de arrogância e prepotência, que utiliza todas as ferramentas que puder, (mesmo com assessorias jurídicas bem pagas) para inventar formas para se descartar de trabalhadores.
Comunicado SNTCT*ALTICE/MEO/PT
Com uma adesão muito elevada, os trabalhadores dos “Call-Centers” da MEO/PT (muitos contratados através de empresas de trabalho temporário) estão hoje em greve contra a precariedade laboral e valorização dos seus salários e condições de trabalho, numa greve dinamizada pelos sindicatos das CGTP-IN.
Considerando a valorização de um clima de estabilidade e paz social na Empresa que constituem objetivos dos CTT e das Associações Sindicais outorgantes, é celebrado hoje, dia XX de Junho de 2017, o presente Acordo de Empresa que vem rever, em matéria salarial, o Acordo de Empresa entre as partes celebrado e publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, nº 8, de 28 de fevereiro de 2015 (AE CTT 2015), para o SNTCT, bem como o acordo publicado no BTE nº 14, de 15/4/2016, para as restantes associações sindicais, nos seguintes termos:
Em 2016 os cucos deram acordo à proposta dos CTT numa manhã aziaga e logo pela tardinha estavam a assinar, tal era a pressa. Como é sabido o SNTCT por considerar que a proposta dos CTT era ainda insuficiente não deu o seu acordo. Em conformidade com esta posição o SNTCT utilizou todos os meios ao seu alcance para lutar contra a situação criada, nunca se desresponsabilizando e assumindo sempre as decisões tomadas em nome dos seus associados.
Desde 1520, aquando da instituição dos Serviços Postais em Portugal, os Correios Portugueses, adiante designados por CTT, independentemente da sua figura jurídica ou denominação, sempre foram considerados como o melhor serviço público em Portugal. Desde o início do Século XX e até 2014, apesar das diversas vicissitudes e transformações porque passaram, os CTT sempre respeitaram os seus utentes, fornecendo um Serviço Postal Público de qualidade e considerados no topo dos correios a nível mundial;
Os trabalhadores e trabalhadoras, há muito que dão a cara, voz e o nome, alguns há mais de uma década à PT/MEO na prestação de um serviço por todos reconhecido e de alta qualidade. Continuam a ser mal remunerados, têm que ver a sua situação alterada.



