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GreveIPNa CP são já visíveis alguns efeitos da greve no sector ferroviário, em defesa da segurança ferroviária e contra a redução da “tripulação” dos comboios, nos termos da nova regulamentação aprovada pelo governo.

Apesar das medidas ilegais que visam substituir trabalhadores em greve, os efeitos da greve começaram-se a fazer sentir, nomeadamente, nos comboios de longo curso, situação que se agravará mais para o final a tarde e que antecipa o que será o dia de amanhã – de supressão da quase totalidade da circulação ferroviária em Portugal – quer nos comboios de passageiros quer nos de mercadorias.

Já se registou uma situação de um comboio (Com origem no Porto e destino para Faro) que está a circular sem o acompanhamento do trabalhador de revisão, que foi substituído por um de outra categoria profissional, numa clara ilegalidade cometida por quem deu a ordem e que coloca assim, também, o trabalhador numa situação de ilegalidade.

Apesar de todo o esforço que tem estado a ser feito na CP para que sejam implementadas medidas ilegais, com o objectivo de minorar os efeitos da forte adesão que se espera na greve de amanhã, pelos dados recolhidos está a registar-se uma forte resistência dos trabalhadores, que saudamos e que demonstram que os ferroviários se unem em defesa de uma reivindicação que é transversal no sector.

A greve ocorre porque o Governo põe à frente da segurança ferroviária os interesses dos operadores e pretende que, no futuro, estes possam decidir realizar comboios apenas com um trabalhador.

Em Novembro passado o Governo assumiu fazer uma discussão sobre esta matéria, mas esgotou o prazo estabelecido sem que tenha havido evolução traduzida no conteúdo da regulamentação de segurança a vigorar em Portugal, a determinar ser obrigatório a circulação de comboios com dois trabalhadores – Maquinista, mais Operador de Revisão nos passageiros, ou Operador de Apoio nas mercadorias.

Se o Governo pretende resolver efectivamente este problema, tem que reabrir a discussão no sentido de se avançar para a concretização é esse o caminho que se espera e não apenas declarações para a opinião pública.

As organizações sindicais estão a organizar piquetes de greve nas principais estações e centros de trabalho e nesse sentido, assinalarão o “início” da greve a partir das 22 horas, na estação do Rossio, que a contará mais tarde com a presença de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN.

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